Mais do que um torneio: como o Roland-Garros Junior Series está moldando uma história para toda a vida no tênis latino-americano

Mais do que um torneio: como o Roland-Garros Junior Series está moldando uma história para toda a vida no tênis latino-americano

De volta a São Paulo entre os dias 15 e 19 de abril de 2026, a 5ª edição do Roland-Garros Junior Series by Renault voltará a transformar o saibro em uma porta de entrada, oferecendo aos melhores talentos sub-17 da América Latina uma semana em nível de Grand Slam e um caminho direto para Paris. Às vésperas do torneio, embaixadores e ex-campeões revelam o que esse marco representa para eles e por que essa experiência pode ser um ponto de virada na carreira de um jovem atleta.

Juan Martín del Potro (Embaixador desde 2023)

Para o campeão do US Open de 2009, o torneio representa uma ponte que não existia durante sua própria formação. “Eu acredito que, para os juvenis, terem uma experiência de Grand Slam como o Roland-Garros Junior Series by Renault é uma oportunidade única — algo que não existia quando eu era juvenil. É uma grande chance de vivenciar algo muito próximo de competir em Roland-Garros. E já estamos vendo ótimos jogadores surgindo desse torneio e se profissionalizando, o que reflete o alto nível e a qualidade do evento.” Além da competição, Del Potro vê seu papel como um suporte essencial para atletas que estão em transição para o circuito profissional. “Essa é uma oportunidade fantástica para os jovens se conectarem e compartilharem seus medos, pressões e incertezas. Como embaixador, meu papel é oferecer segurança e confiança, e mostrar que, com trabalho duro e dedicação, tudo é possível. Meu conselho é sempre encarar isso não como pressão, mas como uma experiência feliz e privilegiada.”

Gabriela Sabatini (Embaixadora desde 2025)

Para a campeã do US Open de 1990 e última sul-americana a vencer um Grand Slam, a maior força do torneio está em aproximar o que antes parecia impossível. “A grande diferença é que esse torneio realmente aproxima os jovens da experiência de um Grand Slam — não apenas em competir, mas em sentir a atmosfera, a organização e o nível de profissionalismo que envolve Roland-Garros. Para os juvenis, é uma oportunidade muito especial, porque eles começam a se imaginar naquele palco.” Com a experiência de quem viveu toda a trajetória de uma campeã, Sabatini destaca o que realmente diferencia os melhores: “O talento importa, mas o que realmente separa os jogadores é a disciplina, a perseverança, o comprometimento e a paixão pelo esporte. Mais do que os resultados, é importante saber que você deu tudo de si.” Sobre a possibilidade de o torneio revelar um novo campeão de Grand Slam sul-americano, ela é direta: “Esses torneios são muito importantes porque abrem portas. Muitos juvenis na nossa região têm talento, mas precisam de oportunidades para competir internacionalmente. Eventos como esse fazem com que eles comecem a acreditar que chegar ao topo também é possível.”

Larri Passos (Mentor Técnico)

Técnico que levou Gustavo Kuerten a três títulos de Roland-Garros, Larri Passos vê o torneio como uma preparação psicológica fundamental para os talentos da região. “A experiência que esse torneio proporciona é incrível; é praticamente um ‘mini Roland-Garros’ realizado em São Paulo. Muitas vezes, quando um jogador chega pela primeira vez a Paris, tudo acontece muito rápido. Com a preparação que esse torneio oferece, eles chegam muito mais preparados e conscientes do que vão encontrar.”

Para Passos, o caminho até o profissionalismo se apoia em dois pilares essenciais: amor e disciplina. “Um jovem jogador não chega a lugar nenhum sem amor verdadeiro pelo esporte. É esse amor que permite ‘sofrer com alegria’ durante o processo. Mas o que sustenta uma carreira é a disciplina. A força mental nasce de fazer as coisas certas todos os dias e respeitar a rotina. É isso que separa quem chega ao mais alto nível de quem fica pelo caminho.”

João Fonseca (Campeão de 2022)

Como campeão da edição inaugural em 2022, João Fonseca se tornou o principal exemplo do impacto do torneio. Desde que conquistou o título no Rio, Fonseca alcançou o posto de número 1 do mundo no ranking juvenil da ITF e se consolidou como uma força no circuito da ATP.

“Para mim, o Roland-Garros Junior Series by Renault foi essencial para o meu desenvolvimento”, afirma Fonseca. “Na época, meu ranking estava bem longe de me permitir entrar em um Grand Slam, então essa foi a minha primeira experiência enfrentando os melhores juvenis do mundo. Isso me permitiu sentir a pressão de um ambiente de Grand Slam e competir contra jogadores dominantes de outros continentes. É uma plataforma fundamental que ajuda os atletas da América Latina a alcançarem seus sonhos.”

Fonseca também relembra a carga emocional de sua primeira viagem a Paris, viabilizada pela vitória no torneio: “Eu sempre sonhei em jogar um Grand Slam. Lembro que estava no meio de uma partida em Paris quando ouvi alguém gritando ‘Guga, Guga!’. Olhei para a arquibancada e vi ele, foi uma sensação incrível. Eu sabia que, se começasse a pensar ‘o Guga está me assistindo, preciso jogar bem’, provavelmente perderia! Mas essa experiência foi fundamental para a construção do meu caráter como jogador.”

Fonseca deixa ainda uma mensagem de resiliência e foco para os jovens: “Vai ser um torneio muito duro, porque reúne os melhores jogadores da América Latina em uma chave pequena. Meu conselho é aproveitar a experiência, jogar com o coração e tirar o máximo dessa oportunidade, ela é muito especial.”

Nauhany  Silva (Campeã de 2024)

“O Roland-Garros Junior Series by Renault foi um verdadeiro ponto de virada na minha carreira. Comecei a semana de um jeito e terminei mais confiante e determinada a evoluir. Para nós, brasileiros, é uma oportunidade única de competir nesse nível e buscar o sonho de conquistar uma vaga em um Grand Slam.”

Sobre sua estreia em Paris, ela destaca a carga emocional da experiência: “Apenas estar em Roland-Garros já é inesquecível. Se tem algo que os campeões não podem deixar de viver é entrar em quadra e sentir a atmosfera do torneio. A energia da torcida e toda a história ao redor tornam tudo muito especial.”

Luis Miguel (Campeão de 2024)

Para Miguel, o torneio trouxe um aprendizado importante sobre lidar com a pressão do alto nível. “Eu ainda lembro das minhas pernas tremendo de emoção quando entrei em quadra pela primeira vez em Paris. Isso é totalmente normal. Quando você consegue se acalmar e aproveitar o momento, consegue extrair o melhor da experiência.”

Ele também destaca a força característica dos brasileiros: “Acho que os jogadores brasileiros têm uma motivação única. Sabemos que as oportunidades em Grand Slams são raras, então valorizamos muito. Além disso, o apoio da torcida é incrível — realmente nos impulsiona. Às vezes parece que o público está dentro da quadra com você.”

O Roland-Garros Junior Series by Renault é um torneio sub-17 realizado em São Paulo, que oferece aos principais talentos da América Latina a oportunidade de competir por um wild card para o torneio juvenil de Roland-Garros, em Paris.

Para mais informações, acesse o site oficial do Roland-Garros Junior Series by Renault e as redes sociais oficiais de Roland-Garros.

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