Surpresas e tendências no Tênis para 2017

Surpresas e tendências no Tênis para 2017

O início da temporada é, no mínimo, promissor. Além da volta de Roger Federer, que por si só já abrilhanta o circuito, tivemos jogos de altíssimo nível nos dois torneios que concentraram os principais nomes do tênis. Tendências no Tênis para 2017

Neles, dois pontos ficaram evidentes: 2017 está aberto para boas surpresas e, contraditoriamente, a um domínio natural.

Surpresas e tendências no Tênis para 2017

O fato surpreendente que chamou a atenção foi o resultado do ATP 250 de Brisbane.

No torneio que tinha Rafael Nadal, Milos Raonic, Kei Nishikori e Dominic Thiem, deu Grigor Dimitrov.

O búlgaro, que tem muito mais talento do que resultados, iniciou o ano com a consistência que há tempos não mostrava.

Venceu Thiem, Raonic e Nishikori na final e voltou a soltar um grito de campeão engasgado desde junho de 2014, quando triunfou na grama de Queens.

Quem sabe agora o ‘Baby Federer’, como era chamado nos tempos de juvenil, consiga emplacar outros feitos em 2017 — é o que sempre se esperou dele.

Enquanto isso, no Catar, tivemos uma verdadeira aula de tênis, naquele que tende a ser o principal duelo de 2017: Andy Murray X Novak Djokovic.

Claro que o britânico, com justiça, é o atual líder do ranking, mas não é exagero dizer que hoje o tênis tem dois ‘números 1‘ do mundo.

A final deste domingo mostrou isso. Um jogo igual, com muitas trocas, variações e consistência ao longo das 2h53min de partida.

No fim, deu Djoko.

O sérvio, mesmo oscilando um pouco na parte emocional — quebrou uma raquete e não teve a frieza habitual para fechar o jogo no segundo set —, conseguiu se reencontrar na última parcial, contendo a ascensão de um Murray incansável.

De quebra, Nole encerra a invencibilidade de 28 jogos do rival, que não perdia desde setembro do ano passado. O retrospecto geral do sérvio no confronto é amplamente favorável: 25 vitórias contra 11 derrotas diante do britânico, mas o momento dos dois faz com que qualquer favoritismo seja deixado de lado. 

A tendência é que Andy e Novak, que já se cruzaram em 19 finais, tenham ainda mais encontros decisivos ao longo do ano. Nitidamente, estão um degrau acima da concorrência.

Australian Open

Bellucci e o Rogerinho Dutra na Federação Paulista de Tênis

A uma semana do primeiro Grand Slam do ano, a expectativa é grande em torno do chaveamento do Aberto da Austrália, que poderá proporcionar encontros de peso já nas oitavas de final.

Com Roger Federer e Rafael Nadal ranqueados em 17º e 9º do ranking, respectivamente, a possibilidade de um cruzamento precoce do suíço ou do espanhol com os líderes da ATP aumenta.

Veremos…

O chaveamento também será fundamental para os brasileiros, que seguem em preparação para Melbourne. A principal esperança do país, Thomaz Bellucci, caiu para o veterano francês Nicolas Mahut logo na primeira partida do ATP 250 de Sydney e o ritmo de jogo pode (e deve) fazer falta ao paulista no Grand Slam australiano.

Thiago Monteiro também caiu na estreia, mas precisou furar o quali  para entrar na chave principal de Sydney, o que acabou sendo bom para o cearense ganhar ritmo.

Thiago chegará ao Australian Open como franco atirador e sem responsabilidade alguma, o que é ótimo para quem já surpreendeu nomes como Jo-Wilfred Tsonga e Nicolas Almagro.

A responsabilidade de Rogério Dutra Silva, pela experiência, é um pouco maior.

Uma vitória em Grand Slam seria um feito e tanto para Rogerinho, que na última semana conseguiu um triunfo no ATP 250 de Chennai, mas depois perdeu para o campeão do torneio Roberto Bautista.

Alerta

Oliver Anderson Federacao paulista de tenis

Fora das quadras segue briga do tênis com as casas de apostas.

Na semana passada, o jovem tenista australiano Oliver Anderson, campeão da chave juvenil de simples da edição de 2016 do Aberto da Austrália, foi indiciado pela Polícia do estado de Vitória por manipulação de resultado.

Ele é suspeito de ter entregado um set durante a disputa de um challenger na cidade de Traralgon, em outubro do ano passado. 

Assim como já foi alertado em 2016, outros nomes do tênis podem estar envolvidos em esquemas parecidos.

É preciso fiscalizar!

A contradição, no entanto, é que alguns torneios, a exemplo do próprio Australian Open, são financiados justamente por casas de apostas.

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