Atleta começou trajetória na Federação Paulista de Tênis e vive temporada mágica, assumindo o topo do ranking mundial de duplas femininas
A conquista recente do WTA 1000 de Wuhan pela tenista paulista Luísa Stefani voltou a colocar o tênis brasileiro em evidência no cenário internacional. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a atleta chegou à sua 12ª vitória consecutiva. O título foi o sexto de Luísa em 2026 e o terceiro consecutivo da dupla, que também venceu o SP Open e o WTA 1000 de Pequim nas últimas semanas.
O resultado é mais um capítulo de uma trajetória construída desde as categorias de base e que hoje serve de referência para meninas que estão começando no esporte. Natural de São Paulo e com passagens pelas competições da Federação Paulista de Tênis (FPT), Luísa representa um exemplo de como o desenvolvimento esportivo desde cedo pode abrir caminho para o alto rendimento e para conquistas nos principais torneios do circuito mundial.
O desempenho da atleta também levanta uma discussão sobre o papel de referências femininas na expansão da modalidade. De acordo com especialistas, a presença de brasileiras em decisões internacionais pode ampliar a identificação de meninas com o tênis e despertar o interesse pela prática esportiva, além de contribuir para dar mais visibilidade às oportunidades de desenvolvimento profissional no esporte.
“A Luisa é uma atleta que construiu uma trajetória de muito trabalho e profissionalismo. Começou na modalidade muito cedo, ainda nas competições da FPT, e hoje se tornou uma referência para meninas que estão começando. Com esse desempenho, ela mostra para as atletas mais novas que é possível sonhar alto e, para as marcas, que vale a pena seguir investindo na formação e no desenvolvimento do tênis feminino”, afirma Danilo Gaino, presidente da Federação Paulista de Tênis (FPT).
“A Luísa vive um grande momento, e resultados como esses ajudam a colocar o tênis feminino em evidência, assim a atleta ganha espaço na mídia, atrai a atenção do público e abre oportunidades para que mais meninas conheçam o esporte. Isso também é importante para o mercado, porque fortalece o interesse de marcas e patrocinadores pelo tênis feminino”, acrescenta Rene Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da agência Heatmap.
E essa tendência de crescimento não é só relacionada a 2026: de 2024 para 2025, a FPT registrou um aumento de 164% no número de mulheres inscritas nas competições organizadas pela entidade.
Com o título em Wuhan, Luísa e Dabrowski chegaram a seis conquistas na temporada: além dos WTA 1000 de Wuhan, Pequim e Dubai, venceram o WTA 500 de Estrasburgo, o WTA 250 de Eastbourne e o SP Open. A brasileira também foi vice-campeã de Wimbledon, e atingiu a marca de 19 títulos na carreira, sendo 6 em torneios WTA 1000, consolidando uma das temporadas mais expressivas de sua carreira.
